sábado, 5 de abril de 2008

A doença que virou tema de novela


Primeiro um esquecimento bobo, como não saber onde estão as chaves de casa. Depois a troca do nome de filhos e netos. A princípio esses sintomas parecem comuns para uma pessoa da terceira idade. “Eu falava: Ê vó, tá ficando caduca?”, disse Roberta Molina. Os esquecimentos que a neta encarava como brincaderia eram mesmo coisa séria. A avó estava com Alzheimer.

A doença que foi descoberta pelo médio alemão Alois Alzheimer , no início do século XX, se tornou comum com o aumento da espectativa de vida das pessoas, já que ela atinge em sua maioria idosos. Aliás, ficou tão comum que virou tema de um dos episódios do extinto seriado Mulher, transmitido pela TV Globo. Em uma época que pouco se comentava da doença, o programa chocou muita gente. Beatriz Segall fazia a personagem principal, uma pianista , que aos poucos vai se esquecendo de como tocar seu instrumento de trabalho e sucesso. Até que um dia, se esquece o caminho de casa e acaba internada em uma clínica. A novela Senhora do Destino também falou sobre o tema. Glória Menezes foi quem interpretou o papel da doente.

O problema é que para esse tipo de doença não existe tratamento preventivo.”Nunca imaginamos que a minha avó estava com a doença. Até mesmo quando o médico nos falou duvidamos”, completou Roberta.

Segundo a média homeopata Claudia Matera Turrini, por não existir tratamento preventivo, a única coisa a se fazer é passar medicamentos que sirvam para aliviar os sintomas. “Prevenção não há.Existem medicamentos que servem para aliviar os sintomas da doença” Ainda segundo a médica, vale ressaltar que cada caso é um caso.prorizando a qualidade de vida do paciente.

Chegando sem avisar, o alzheimer espanta muitos pacientes. Junto com a doença chegam também o medo, desespero e o pensamento de que aquilo tudo não deve mesmos er com você. “Minha esposa não acreditou, disse que era bobagem”, declarou José Silva, esposo de Guiomar, doente de alzheimer . Com o passar do tempo ela foi se esquecendo das coisas com maior frequência , de maneira mais grave. “Um dia ela se esqueceu de mim, imagina. Logo eu que estou casado com ela há mais de cinquenta anos”, falou Silva.

O ambiente domiciliar deve ser adaptado para que o idoso se sinta bem e pouco dependente. O fato de esquecer das coisas já deprime bastante, portanto, evitar que o doente dependa de uma ajuda para locomoção, ou mesmo alimentação é fundamental.

A psicóloga Maria José Puntel Ribas, disse que deve ser passado de maneira leve para o doente o que ele tem. Ela também declarou que os familiares são muito importante.
“ A gente explica para os familiares a maneira de lidar com a doença. É impostante deixar claro que o fato requer paciência e dedicação”, falou Maria. Segundo a especialista muitas pessoas não têm paciência e nem mesmo sabem como lidar com a situação. “O que o paciente precisa nesses momentos é de apoio e dedicação de todos os que estão a sua volta”completou Maria.

O mais difícil para pessoas próximas é ter de lidar com tudo de maneira suave para que o doente não perceba , ou pelo menos não tenha idéia geral da importância do assunto. “Sempre poupei minha mãe da gravidade da doença. Quando ela se esquecia de algo, eu logo dava um jeito dela se lembrar”, disse Neuza Ribeiro.

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