quinta-feira, 24 de abril de 2008

Secretaria de Esportes de São Bernardo faz seletiva para Jogos Escolares


O calendário de eventos dos Pré-Jogos Escolares está definido. As competições terão início em maio (12) e obedecerão a um cronograma pré-estabelecido: em maio, entre os dias 12 e 16, acontecerá a seletiva dos jogos de xadrez; de 26 a 30 serão realizados os pré-jogos de damas; no mês de junho, entre os dias 9 e 13 será a vez do futsal; entre os dias 16 e 20 será a seletiva do tênis de mesa. A abertura oficial dos Jogos Escolares será dia 28 de agosto no Ginásio Poliesportivo.
Os Jogos Escolares têm competições em 15 modalidades: basquete, futebol de campo, futsal, handebol, vôlei, vôlei de areia (coletivas) e atletismo, capoeira, damas, ginástica artística, ginástica rítmica, judô, natação, tênis de mesa e xadrez (individuais). As disputas acontecem em três categorias: A (10 a 12 anos), B (13 a 14 anos) e C (11 a 17 anos). Vitor Guinelli, 12, se anima com a participação na natação. “É a primeira vez que vou participar e não vejo a hora”, disse o estudante.
As escolas que podem participar da competição são as de ensino fundamental, médio e profissionalizante das redes públicas e particulares de São Bernardo. O objetivo dos jogos é promover a integração dos estudantes da regão.
A professora Célia Maria Pessoti completa. “Acredito que esse tipo de atividade incentiva o aluno, porque é algo mais, algo que não é sentar e estudar para prova”, afirmou Célia.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

A ética jornalística


A Gazeta do Rio de Janeiro foi o primeiro jornal brasileiro. Na realidade, existiam dois jornais; Gazeta e Correio Brasiliense. O primeiro transmitia apenas interesses da corte portuguesa, alienava a população, apresentava tudo de maneira mascarada. Já o Correio escrito por José Hypolito da Costa em Londres e enviado ao Brasil clandestinamente,mostreva o que realmente estava acontecendo no país, o que de fato era o Brasil na época.

José Hypolito já sabia realmente o que era o jornalismo, informação e verdade para seus leitores, acima de interesses políticos e financeiros. O verdadeiro jornalismo serve para isso, informar. O jornalista é um formador de opinião, muitas pessoas seguem e discutem em reuniões e encontros com amigos o que leram nos jornais pela manhã, como cada veículo se posicionou sobre o caso, como cada jornalista abordou o tema. Por isso, a maneira como a notícia é transmitida , dependendo do caso, pode colocar a pessoa no céu ou no inferno.
A atrz Vera Fischer, quando ainda se recuperava dos problemas com drogas em uma clínica no Rio de Janeiro , foi dada como morta por um portal na internet. A notícia logo foi tirada da rede quando a gafe foi descoberta, mas a dimensão foi enorme. Perdeu-se a ética e o senso da verdadeira notícia. Tudo vale, tudo pode, não importa a maneira, nem mesmo quem será prejudicado com isso.

Com a crescende evolução da internet, criação de blogs,fotologs,orkut,dentre tantos outros, o jornalismo perdeu seu foco. Todo mundo se acha meio que jornalista e cologa em seus blogs e tantas outras páginas pessoais da internet informações, opiniões , divulga, e muitas vezes se torna um formador de opinião, mesmo que apenas em seu meio social(amigos, parentes).

A profissão ficou tão banalizada que, no ano de 2002, a juíza Carla Rister defendeu o fim da graduação em jornalismo. Qualquer pessoa, a partir daí, poderia obter uma carteira de jornalista, mesmo sme nunca ter sentado em um banco de faculdade. Seu parecer não deu tão certo como ela imagina. Em 2005, houve a legitimação do diploma.

O medo de perder a segurança que uma profissão oferece, faz com que todos assumam um papel irreal, algo que na realidade não acreditam. A apresentadora Ana Maria Braga, em entrevista dada a revista Caras, no ano de 2003, disse que quando saiu da Abril, ninguém mais a procurou. “ Era conhecida como a Ana da Abril, tinha perdido minha identidade”. Isso ocorre com muitos profissionais que se anulam e seguem um padrão pelo medo de perderem seus postos de trabalho. Existem os manuais de redação, quer dizer, o jornalista é obrigado a seguir os padrões impostos pelo veículo, se não for assim, está fora, não serve. Um absurdo, afinal, cada um deve ter o seu perfil, sua característica.

Amanhã o jornal te dá um pé na bunda e você fica sem rumo na vida. Os novos jornalistas devem ter em mente essa simples frase. Você não é um veículo em que trabalha, sim a maneira e ética com que dirige e passa a informação para seus leitores. Todos os profissionais que se portam dessa maneira, podem trabalhar desde em um jornal de bairro, até na principal emissora do país, que serão respeitados da mesma forma. É preciso não ter medo. Não ter medo da informação, doa ela a quem doer, não ter medo da verdade, esteja ela do lado que estiver, é preciso não ter medo de ser jornalista, acreditando em seu papel na sociedade. O jornalismo não existe para levar fama e glamour. Quem chega a essa na profissão em busca disso, com certeza está no caminho errado e morrerá na praia.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Silêncio dos Inocentes


Rio de Janeiro, cidade maravilhosa. São Paulo, a capital dos negócios, muitas vezes comparada a Nova York, que é tida como capital mundial pel sua grande expressão no cenário econômico norte americano. Qual a diferença entre essas três cidades? A população, a educação, a divisão de renda. O Brasil é um país que vive cercado de exclusão, de pobres, de gente que passa fome. Mas todos preferem não ver, fingir que tudo isso não existe, não acontece. É muito simples para todos nós que os pobres, a classe desfavorecida, fique nos morros, nas favelassujas e cheias de tiroteios do quem em meio as ruas das grandes cidades, ofuscando a visão de beleza que a classe média almeja. Longe dos olhos é como se eles não existissem. Afinal, o que a gente não vê, não sente.

Avenida Paulista, cartão postal da cidade. Todo mundo olha para o alto, vê os belos prédios, que são sinônimos de riqueza, beleza, inteligência, mas não vêem o que está ao seu alcance. A pobreza, a miséria. Nenhum de nós quer ver o lado B da questão, o lado pobre. Muitas pessoas não sabem, mas em meio a tanta gente bem arrumada que circula por lá todos os dias, estão mendigos, homens e mulheres que passam fome. Pessoas que perderam sua identidade, sua dignidade. Até quando essa situação vai continuar?


O que falar então da “cidade maravilhosa” que tem em seus morros uma população enorme, mas que vive completamente fora da realidade da cidade. Pessoas que não sabem o que é fazer compra em um shopping center, tomar sorvete com a namorada na praia. Pessoas que não sabem o que é viver. Uma população que já nasceu condenada a todos os tipos de injustiças.Quando eles, que estão nos morros, longe da vida, longe de todos os prazeres resolvem reagir em sinal de revolta a tanta exclusão, são acusados, apedrejados, sem nem mesmo terem direito a uma explicação.

É fácil para uma pessoa que sempre teve uma boa casa, uma família, um lar de verdade, julgar um garoto que não sabe nem ao menos o nome de seu pai, que vive em um morro e que tem como principal sonho ser “avião” ou até mesmo líder do tráfico.É apenas isso que almejam, isso que mais desejam. Para eles não existe uma outra vida, uma outra realidade. Pelo menos lá no alto, no morro, se eles conseguirem esse posto tão desejado pelos jovens que lá moram, ao menos garotas não vão faltar.É como se eles fossem reis. Lá quem faz as leis são eles, lá são ouvidos, lá eles existem.

Em um trecho do livro Abusado, de Caco Barcellos, uma carta escrita por uma ex namorada de Juliano VP (Márcio do santos Nepomuceno), na ocasião líder do morro Dona Marta, apresenta claramente essa exclusão. “Apenas dois quilômetros separam a minha casa da sua, mas a distância entre nós parece infinita”. O que a garota escreve na carta é o que de fato ocorre. A favela está muito próxima de nós, bem mais perto do que a gente imagina, mas não vemos, não queremos ver. Os pobres e os excluídos devem ser bons, quietos.Não devem nunca se revoltar contra a sociedade. Não existe emprego, os filhos passam fome, mas mesmo assim devem ser omissos, aceitar a dura realidade que a vida lhes deu. Parece até que estamos voltando no tempo, época dos escravos, que ao questionarem a situação deplorável que viviam, ouviam que Deus quis assim, que era um carma ou coisa parecida. Nasceram negros como castigo de Deus por algo que haviam feito no passado.

O tempo passou, mas a situação pouco mudou. O silêncio deve continuar, silêncio dos inocentes.Muita gente boa vive nas favelas, aliás, acredito que a maioria seja boa. A dura realidade da vida é que estraga as pessoas, que joga fora os sonhos, que apaga o desejo de uma vida digna, honesta. Voltando ao livro de Caco Barcellos, Juliano VP também tinha sonhos, sonhos como todos nós temos. Quando jovem fez um curso de desenho no qual se destacou. Depois quis ser modelo. Nem uma coisa nem outra foi para frente. O tráfico, a luta contra os policiais e a sociedade que discriminava a ele e a todas as pessoas que moravam no morro Dona Marta foi mais fácil. Era o que estava ao seu alcance, na porta de sua casa.

Para um jovem da favela é quase impossível arrumar um bom emprego. A começar pelo fato de morar na favela, apenas isso já é motivo para que seu cargo seja o mais baixo possível. Lixeiro ou faxineiro, garoto de entregas, coisas do gênero. Nunca , mas nunca mesmo alguém de destaque. A velha lei do nasceu pobre vai morrer pobre. Para ajudar, muitos deles, com 15 ou 16 anos já são pais. O sustento próprio já é difícil, que dirá de toda uma família.


A população se diz indignada , quer que a situação mude, mas nada faz para isso. Há aproximadamente 1 ano e meio atrás o programa dominical Fantástico, exibido pela tv Globo, exibiu em rede nacionalo documnetário Falcão , os meninos do Tráfico. Tudo chocou. Ver garotos de 9, 10 anos falando como adultos, cehios de marcas da vida. Marcas de uma vida miserável, sem esperança.. Alguma coisa mudou? Alguma coisa vai mudar?Não, nunca!E sabem por quê? Porque ninguém no fundo liga, ninguém no fundo se importa. Essas crianças sofrem, suas mães sofrem, mas sofrem longe de nós, distantes.

Cadê os 70% da população que ganha até dois salários mínimos? Onde estão os 35% da população que vive sem acesso a esgoto? Onde estão? A gente não sabe dizer, não faz parte da nossa realidade. Quando o esteriótipo vai deixar de ser importante? Afinal,basta que você olhe para uma pessoa para saber sua condição social. Tantas perguntas e questionamentos, tudo isso porque não podemos ser iguais, não podemos aceitar a diferença, a realidade urbana. Pode ser um dia que meu filho pegue esse texto e leia como algo muito antigo, algo distante da realidade, mas hoje, no momento que eu escrevo, tudo isso me assusta, me deixa indignado. Hoje eu não vejo solução para uma sociedade que mesmo com o passar do tempo ainda vive dividida entre a casa grande e a senzala.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Jornalismo Internacional


O jornalismo internacional é uma área muito cobiçada pr vários estudantes de jprnalismo. Um pouco pelo glamour que esse cargo oferece e mais pelas portas que se abrem quando se é um correspondete internacional. Voc~e deixa de ser um simples jornalista e passa a ser O JORNALISTA. Aquele que tem histórias para contar de suas viagens, suas coberturas, suas aventuras.

O livro Jornalismo Internacional de João Batusta Natali , vem para apresentar um pouco do que é esse mundo, Uma área que para todos os que estão de fora parece simples, mas para aqueles que vivem, muitas vezes é complicada.

Logo em seu primeiro capítulo ele foca um tema muito complicado, inclusive para a cobertura nacional. O que é a notícia? A notícia pode estar em muitos pontos e ser intenpretada de maneiras diversas.Cabe ao responsável administrar tudo de maneira coerente , compreender o que é a notícia , e o que é ou não importante ser publicado no jornal. Como disse William Randolph Randolph Hearst, “Notícia é aquilo que alguém quer que você pare de publicar”. Não existe nenhuma teoria que defina o que é a notícia.


Como para toda notícia existem aqueles que não ficam satisfeitos , ainda mais se essas estiverem ligadas a denúncias , a censura esteve presente no jornalismo desde o início. Para todos a censura fica ligada ao fascismo(pelo governo italiano), ou mesmo a ditadura militar (1964-1985). Só que a censura anterior esteve ligada por gerações como algo “aceitável”. Como exemplo podemos citar o jornal Neuvelles Ordinaires de Divers Endroitsc (Notícias comuns de vários lugares), que teve sua publicação interrompida nos primeiros números por determinação do governo . A imprensa independente do governo teve uma vida curta no início do nséc XVII.


Mas quando o Jornalismo Internacional iniciou no Brasil? Quando as notícias internacionais passaram a chegar no país? Uma data muito importante, talvez um marco no jornalismo internacional no Brasil, foi quando no ano de 1874, D PeDRO II se instala no Brasil com um grupo de técnicos e troca mensagens com vários pontos do mundo . Já não era mais preciso esperar 28 dias para que um barco a vapor chegasse ao Rio de Janeiro com notícias da Europa. Instalava-se uma nova era no Brasil.


Passados três anos a agência Reuters Havas abriu uma sucursal no Rio de Janeiro.Já na primeira edição, de agosto de 1877, o Jornal Comércio trazia impressa duas notícias internacionais.

Rádio e televisão- Até o momento tudo que se falou foi sobre o jornalismo impresso . Mas, sabe-se bem que a TV e o Rádio também fazem parte dessa história . O primeiro programa e boletim informativo foram ao ar em 1919, na Holanda. No ano seguinte a BBC entrava em atividade. No Brasil a rádio nasceu em 1922, no Rio de Janeiro e em 1924 na cidade de São Paulo.

Um programa de grande marco para o rádiojornalismo, que fazia cobertura internacional foi o repórter Esso , que esteve no ar de 1941 a 1968. Seu grande trunfo em cobertura internacional foi a segunda guerra mundial.

E a Tv? Aquela que é tão presente nos lares e com certeza, a responsável pleas maiores coberturas jornalísticas atuais . A televisão surgiu em 1950 , mas até 1960 o jornalismo internacional sofria os efeitos da tecnologia insuficiente para datar os programas de imagens de acontecimentos ocorridos no mesmo dia. Os filmes eram transportados por avião e sofriam uma defasagem de 24h, no mínimo.

O estouro da cobertura jornalística ligada a TV aconteceu em 1º de setembro de 1969, quando entrou no ar o Jornal Nacional.


º Serviço

Faixa de preço: R$ 19,30 a R$ 25,90
Autor: João Batista Natali
Editora: CONTEXTO
Ano de Edição: 2004
Nº de Páginas: 127
Encadernação: BROCHURA

sexta-feira, 11 de abril de 2008

O Labirinto do Fauno



LUCIANE BRUNO


Um emocionante conto de fadas para adultos.
O filme “O Labirinto do Fauno” poderia ser definido desta forma, mas ainda assim não faria jus à grande emotividade e reflexão que ele traz ao espectador.

O cineasta mexicano Guillermo Del Toro tem ganhado certa notoriedade nos últimos anos, chefiando projetos audaciosos, se destacando na direção do “filme-pipoca” Blade II, e mais recentemente, com Hellboy, a competente adaptação dos quadrinhos do cultuado personagem-título.

Com seus primeiros degraus já galgados, não tardou para que Del Toro arriscasse um projeto mais autoral, em 2006. “O Labirinto do Fauno” nos remete á 1944, ao final da Guerra Civil Espanhola, mas acrescentando uma boa dose de fantasia. Ao início, vemos uma narração sobre uma princesa que abandonou seu reino subterrâneo para conhecer a realidade humana e as conseqüências de seu ato. Então conhecemos Ofélia (Ivana Baquero), uma menina de 10 anos fascinada por contos de fadas. Ela viaja para o campo junto com sua mãe Carmen (Ariadne Gil), que está grávida de seu padrasto, Vidal (Sergi Lopez). Ele é o capitão das forças fascistas, e logo notamos que se trata de um homem frio e sádico, que não nutre sentimentos por Ofélia.

A garota descobre um labirinto ao redor da casa, e por ele uma trilha subterrânea, onde encontra o Fauno (o mímico Doug Jones), uma criatura metade humana, metade bode, que a convence de que ela é a princesa perdida. Assim Ofélia embarca em uma jornada fantástica para realizar três tarefas e voltar ao seu reino. Ao mesmo tempo, vemos que a guerra vai cercando a região, e Vidal não poupa esforços e crueldade para exterminar os rebeldes que ameaçam o governo.

Mas o grande mérito do filme é contrastar a busca de Ofélia com a tensa realidade ao seu redor: por mais estranhas e assustadoras que sejam as criaturas do labirinto, mais assustador é o padrasto Vidal. E aos poucos vemos que a tal casa nada mais é do que um esconderijo de guerra.
Um outro ponto. Não é delimitado se a fábula do Fauno é uma fantasia ou uma realidade. Ao final da história, pode-se encontrar as duas respostas, e ainda se perguntar: a melhor maneira de escapar da realidade é criando um mundo de fantasia?

NAS LOCADORAS DE TODO O PAÍS

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Bom para uns, ruim para outros


Nos últimos anos uma pequena sigla vem atormentando a vida dos metalúrgicos. É o PDV. Traduzindo a sigla, “Plano de Demissão Voluntária”, quando o trabalhador adere a uma proposta para se desligar da empresa na qual trabalha em troca de alguns “benefícios”, além de multas rescisórias e indenizações.

Existem empresas que estndem o plano de assistência médica por um prazo de seis meses e também complementam o plano de previdência da empresa, para permitir que o candidato não interrompa o seu tempo de aposentadoria. Também existem aquelas que beneficiam seus ex-funcionários com a continuação do pagamento de certos cursos específicos (acadêmicos, profissionalizantes ou de atualização).

Um dos principais motivos que levam empresas a adotarem ao PDV , é evitar o conflito com o sindicato. No caso de uma demissão, poderiam existir greves. Em vista de evitar tudo isso, eles fazem um plano que é aprovado pelo sindicato e pode, em partes, amenizar a demissão.

Mas será que vale a pena? O professor de Direito do Trabalho da Universidade Metodista de São Paulo, Nelson Duran, diz que tudo depende do funcionário, ou seja, da situação de cada trabalhador.” O plano é benéfico para o trabalhador que vai avaliar as condições e sair com um valor em dinheiro maior. Mas ele tem que ter definido que aquele vínculo que ele tem a longo prazo está extinguido”, disse o advogado. Ainda segundo Duran, o ponto negativo do plano é que dificilmente o trabalhador consegue voltar ao mercado de trabalho na posição que ele estava.

Jorge Pereira, 48, que trabalhou na área de produção da Volkswagen e adotou o PDV, diz qe se arrependeu. “Investi o dinheiro em uma videolocadora próxima da minha casa, mas não deu certo. Acabei gastando o dinheiro que peguei com bobagens para pagar os gastos que a locadora dava. Até conseguir arrumar outro emprego passei por muitas dificuldades”, disse Pereira.

Já o inspetor de qualidade Adauto Alves da Silva, 51, considera que fez uma ótima opção quando aderiu ao PDV. “Fiz os cálculos e percebi que o plano seria muito bom para mim. Nao receberia o dinheiro que recebi do PDV se me aposentasse dois anos depois”, disse o ex-operário, que também trabalhou na Volks.

Muitos trabalhadores resolvem aceitar o acordo pelos diversos benefícios que ele oferece. A principal idéia de todos, como aconteceu com Jorge Pereira, é montar seu próprio negócio. Para alguns, isso dá muito certo. Para ouros, não. Muitas vezes, pela falta de experiência ou mesmo por optarem por áreas muito diferentes das que até então estavam acostumados.
“O benefício dele é só mais dinheiro que recebe para sair”, completou o professor

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Condenados pela imprensa


O livro Caso Escola Base de Alex Ribeiro, conta o drama dos ex proprietários e funcionários da Escola Base. Passados 15 anos , a luta ainda não terminou, o caso ainda corre na justiça paulista. Tudo começa com uma acusação infundada feita por uma mãede um aluno da escola no dia 28 de março de 1994. A mãe estranhou alguns movimentos que o filho fazia(parecidos com o de uma relação sexual) e assim colocou a criança na parede com um série de perguntas, que mais pareciam afirmações. O garoto disse a mãe que havia sido abusado. Logo em seguida tudo que estava normal e tranquilo se transformou em um inferno. A até então pacada e confiável Escola Base se transformou na “Escola dos Horrores”, “Escola do Sexo”, dentre outras afirmações . Toda essa confusão e acusação eram baseadas em uma criança de 4 anos. Tudo sem nenhuma prova. A polícia quis mostrar serviço, os pais mostravam revolta. A escola foi devastada, destruída, seus proprietários e professores acusados, tudo em menos de 24h.

Ninguém teve tempo para se defender , a imprensa ouviu apenas um lado, uma sucessão de erros que causa danos até hoje. Tudo isso seja talvez a maior vergorha do jornalismo nacional. No livro, Alex procura deixar claro esse erro da imprensa, colocando ilustrações de jornais da época que condenaram a escolinha sem nenhuma prova concerta de estupro.

Passado uma semana de acusação, buscas infundadas e sem provas, foi comprovado que os professores nada tinham a ver com as acusações e que nem mesmo havia certeza se houve ou não abuso sexual. O laudo do IML(Instituto Médico Legal) declarou haver lesões relacionadas com práticas de atos libidinosos, porém, podem também ser causadas por fissura ou rágadas ano-retais, ou seja, uma patologia que pode ter ligação com fezes endurecidas. O menor também apresentava prurido anal, associado a parasitoses intestinais(verminoses). Resultado: O laudo do IML foi interpretado de maneira equivocada. O exame não foi declaratório. O resultados dos exames não podia afirmar com precisão se o menor havia ou não sofrido abusos sexuais.

O dano causado foi tão de na vida dessas pessoas que as emissoras tiveram de se retratar. Colocaram suítes (matérias que dão prosseguimento a um determinado assunto).
Até mesmo a Rede Globo levou ao ar uma retratação no dominical Fantástico. Mas resolveu? A lita da imprensa pela notícia quente, pelo furo de reportagem, acaba muitas vezes em matérias sem fontes confiáveis, sem a certeza de que se está levando ao leitor. O que importa é a venda do jornal, o choque que tal notícia vai causar nas bancas, e não se ela é de fato verídica ou se vai ferir a moral e a honra de determinada pessoa.

No jornalismo é necessário que exista ética, que se exista um cuidado muito grande. O caso Escola Base só deveria ter ido parar nos jornais após a confirmação de abuso sexual por parte dos professores e proprietários do local, quando tudo estivesse de fato confirmado. Uma suposição não é caso de jornal. O mais espantoso é que não foram jornais “fundo de quintal” que erraram. Jornais dos mais respeitados em todo o país e com jornalistas renomados , como é o caso do Jornal Nacional, da Rede Globo, também levaram a notícia ao ar em horário nobre com matérias de Valmir Salaro.

Em muitos casos parece que os jornalistas perderam o real sentido da profisão, que é o de informar e levar notícia a população. Esqueceram que tudo deve ser verdadeiro, respeitoso, esqueceram que o jornalismo não é uma brincadeira com a vida das pessoas, sim, uma profissão que deve lidar com a responsabilidade de mostrar o que quer que seja , desde que o fato tenha coerência.
Estudantes, profissionais que já estão na área, professores. Erros acontecem? Sim! Mas e quando esses erros são graves e devastam a vida de uma pessoa?Quando um erro deixa filhos sem sustento. Até que ponto o jornalismo pode chegar? O que ele pode causar de estrondoso na vida das pessoas?

Recentemente, no ano de 2006, São Paulo parou por notícias que jornalistas declararam como certas. Declararam que bandidos haviam determinado um toque de recolher e que as pessoas que estivessem nas ruas seriam baleadas e mortas. Notícias que não foram confirmadas pela PM e nem mesmo pelo governo do Estado. A cidade entrou em um caos. Pessoas passaram horas no trânsito. Faculdades e colégios cancelaram suas aulas. O jornalismo existe para informar fatos, não deturpá-los.

º Serviço

Livro Escola Base/Os abusos da imprensa

Autor: Alex Ribeiro

Paula Toller se apresenta no Sesc Santo André


LUCIANE BRUNO


A cantora Paula Toller apresenta o show "Sónós" no espaço de eventos do Sesc Santo André, no dia 12/04, às 20h. O repertório inclui seu primeiro álbum, "Paula Toller”, de 1997, e o CD Homônimo recentemente lançado.

“Sónós” é o primeiro álbum da cantora composto somente por canções inéditas, ao contrário do anterior formado por regravações dos anos 30 e 40, a artista contou com a colaboração de diversos autores nacionais e internacionais que dialogam com o universo sem fronteiras imaginado por ela. "O show possui certas influências estrangeiras, assim como o próprio álbum, que traz 4 músicas em inglês. Me descobri uma cantora brasileira cantando em inglês. Foi quando deu aquele clique de perceber que cantando em inglês tenho uma dicção, uma emissão, uma coisa João Gilberto, Rita Lee.", disse Paula em entrevista para a Folha de S.Paulo.

Em sua estréia solo no palco, a cantora e compositora vem acompanhada dos músicos: Adal Fonseca (bateria e percussão); Jorge Aílton (baixo e vocal); Jam da Silva (percussão e vocal); Caio Fonseca (piano, teclados, violão e vocal) e Coringa (guitarra, violão, bandolim e vocal).

SERVIÇO:
Duração: 1h30. Local: Sesc Santo André - Rua Tamarutaca,302 - Santo André. Espaço de Eventos. Informações: (11) 4469-1200. Recomendável para maiores de 7 anos Preços: R$20,00 (inteira), R$10,00 (meia)

terça-feira, 8 de abril de 2008

A questão do Preconceito



LUCIANE BRUNO

A palavra "preconceito" tem como significado uma opinião ou um conceito formado por antecipação e sem reflexão sobre determinado assunto ou individuo, sem levar em consideração suficientes argumentos contrários ou favoráveis.

Existem diversos tipos de preconceito: de raça, religião, opção sexual, condição econômica, ideológica etc. O preconceito está presente por toda à parte. Em paises de primeiro mundo, onde o nível cultural é elevado, a qualidade de vida é digna, tem melhor atendimento em saúde, educação, transporte, lazer e emprego, vê-se manifestações vergonhosas e inaceitáveis de preconceito. Nos paises desenvolvidos, caracterizados pela fome, desemprego, analfabetismo, subnível de vida para a maioria da população, encontramos posturas preconceituosas lamentáveis. São os ricos que subestimam os pobres; os belos que são preferidos; o negro e o índio são ridicularizados; os fanáticos religiosos se propagam agredindo as outras crenças; os pobres desrespeitam os próprios pobres e assim por diante.

No Brasil, por exemplo, às vezes o preconceito racial não é explicito, mas, quase sempre vem disfarçado. Os negros e os índios são os que mais sofrem com o racismo, afinal, a agressão contra essa classe vem desde a época da colonização, onde a escravidão era imposta pelos europeus aos negros e indígenas.A partir deste momento, já se faz notar a questão de "superioridade" que a raça branca exercia sobre as demais.

Se no passado o "pré-conceito" sobre algo ou alguém era grande, nos dias de hoje não é diferente. Muitas pessoas ao se depararem com uma mulher negra abrindo uma porta de uma residência de luxo, supõem que esta senhora seja a empregada e não a proprietária da casa, pois, a figura da negra sempre foi vinculada com a da empregada doméstica. Numa agência de emprego, muitas oportunidades são dadas aos brancos deixando de lado a raça negra, que recebe muitas vezes um salário inferior. Isso é algo absurdo, pois, não deveria existir esse tipo de atitude vinda por parte dos empregadores.

Os pobres também passam por constantes constrangimentos por parte da classe rica, que explora e descrimina esta classe.

È uma pena que o preconceito esteja tão enraizado em nossa sociedade. Talvez leve muitos anos para que a humanidade evolua e possa aceitar a construção de um mundo onde todos sejam tratados igualmente, sem conceitos pré-estabelecidos sobre as pessoas. Onde as diferenças sejam aceitas.

Para acabar com a questão do preconceito é preciso que todos lutem pelos seus direitos cobrando das autoridades o cumprimento das leis. A educação deve ser prioridade principal, pois, desde o berço o ser humano deve ter consciência da igualdade, fraternidade e respeito para com o próximo e assim teremos um mundo melhor para todos.


É com você Lombardi



LUCIANE BRUNO


Sua voz é uma das mais conhecidas em todo o Brasil. Porém, seu rosto, não é tão conhecido assim do grande público. Nascido no bairro do Bexiga, em São Paulo, no ano de 1940. Este paulistano tem muitas histórias para contar ao lado de seu amigo e padrão, Silvio Santos. Luiz Lombardi Neto, o Lombardi, começou cedo sua carreira, em 1958, na Rádio Bandeirantes. Onde trabalhou ao lado de profissionais ilustres do esporte como: Pedro Luiz, Edson Leite, Fernando Solera, Mário Moraes, Mauro Pinheiro e Fiori Giglioti, que inclusive foi seu padrinho de rádio. “Foi ele (Fiori Giglioti) quem me ouviu e me testou, e quem deu o aval positivo para eu trabalhar em rádio. Isso em 1958. Foi ele que apostou em mim”, conta Lombardi.

São 51 anos de carreira no rádio e 41 na televisão. Sendo que sua história em rádio no ABC, começou na rádio Clube de Santo André, hoje Rádio Trianon, no ano de 1959, quando ainda trabalhava na área esportiva da Rádio Bandeirantes, quando recebeu um convite de Osvaldo Gimenez, o presidente da Rádio Clube na época, para trabalhar como locutor e apresentador de programas de variedades, fazendo comerciais e radiojornais. Onde permaneceu por 19 anos, e neste período muda-se para Santo André.

Após esse período, Lombardi foi para a rádio ABC, onde permanece até hoje com o programa “Show de Rádio”, líder de audiência no horário, e que também é transmitido para toda a baixada santista pela Rádio Atlântida de Santos, aos sábados e domingos das 10 às 12 horas. Um programa que engloba música, entretenimento, brincadeiras, humor e a participação dos ouvintes. “O meu programa é feito todinho de improviso, tudo na espontaneidade, para ser autêntico”, revela.

Lombardi conta que em todos esses anos como radialista no ABC, cada dia é marcante em sua vida pessoal e profissional, graças ao carinho dos ouvintes fieis ao seu trabalho. “Todo programa é um acontecimento marcante, porque as pessoas me ligam e dizem: ‘Meu Deus, não acredito estou falando com o Lombardi’. ‘Quem não tem Silvio vai de Lombardi’. Isso para mim é uma dádiva, ganhei o dia. É muito gratificante para mim, esse carinho vale mais do que troféus, mais do que dinheiro porque é a opinião do público ouvinte. É manifestação, a espontaneidade do ouvinte”, diz.

Durante toda a entrevista, não houve um único instante que Lombardi deixasse de se referir ao amigo e patrão Silvio Santos. Quando se refere ao apresentador é só elogios e palavras de carinho. “Silvio é mais vida na minha vida. Pra mim é o maior motivo de orgulho, de satisfação. Fico lisonjeado de estar tantos anos ao lado dele. Porque cantores da época, locutores, artistas, não estão mais ao lado dele como: a Flor, o Décio Piccinini, Sonia Lima, Wagner Montes, Sergio Malandro, Aracy de Almeida. E eu continuo ao lado dele, que para mim é uma dádiva”, orgulha-se.

Ao longo de toda sua carreira no rádio e na TV, Lombardi não podia revelar sua verdadeira identidade. Seu rosto era escondido dos telespectadores para criar um ar de mistério e acabou se tornando um grande sucesso. “Fui trabalhar com o Silvio Santos e ele disse: ‘Lombardi vou fazer um teste com você, vou brincar com a curiosidade do telespectador brasileiro. Vou mostrar o seu braço, a sua mão, vou criar um grande suspense e nunca vou mostrar o seu rosto’. E isso tem sido feito ao longo da minha carreira”, explica.

O Brad Pitt da voz, como é chamado por Silvio Santos, inúmeras vezes ao ser apresentado as colegas de trabalho do homem do baú, antes dos programas, conta uma curiosidade que poucos sabem. “Essa você tem que publicar hein. Fui sorteado pelo Bradesco e ganhei um carro zerinho, zerinho. Foi quando a Adriana me ligou e disse: vou dar uma de Lombardi. Eu falei: Por quê? ‘Liguei para anunciar que o Lombardi ganhou do Bradesco um carro zerinho, zerinho!’. Quem diria, o Lombardi que tantos carros já anunciou para milhares de telespectadores do Brasil, também teve a sua hora”, diverte-se.

Memória do Rádio no ABC



LUCIANE BRUNO

“Amanhã, finalmente, no ar a rádio clube de Santo André”. Com essa manchete de primeira página a Folha do Povo, de 9 de maio de 1953, anunciava a estréia da primeira emissora de rádio da região do Grande ABC, que era aguardada ansiosamente pela população da região. E, em 10 de maio de 1953, a “Rádio Clube de Santo André Ltda”, a ZYR-73, foi inaugurada.

Desde então, a região chegou a ter 9 Emissoras de Rádio AMs e FMs. Dentre elas Rádio Clube de Santo André ,Rádio Emissora ABC, ambas criadas em 1953 e localizadas na cidade de Santo André, Rádio Independência de São Bernardo, inaugurada em maio de 1957 e Rádio Cacique de São Caetano, que foi criada em 1958, com sede em São Caetano, sem contar nas centenas de Rádios Comunitárias, as denominadas “Rádios Piratas”, que muitas vezes, por estarem na clandestinidade, foram fechadas pelo Ministério das Comunicações.

Essas emissoras passaram por muitas alterações com o passar dos anos, como mudança de nome, alteração de proprietários, mudança de prefixos, migrações para São Paulo etc. “Em determinado momento do mercado radiofônico, optou-se pelo mercado de São Paulo, pois, acreditava-se que naquela oportunidade, que por questões comerciais era melhor”, diz Anderson Afonso, da Rádio ABC.

Por essas emissoras passaram vários profissionais que ficaram famosos e que ainda continuam atuando nos grandes meios de comunicação como Carlos Nascimento, Luiz Lombardi, Lombardi Jr, Flávio Prado, Dárcio Arruda, Humberto Marçal, Antonio Del Fiol, Muibo César Cury, Pedro de Lara, Fausto Canova, Edith Veiga, Augusto Tovar, Tito Madi, Roberto Muller, Hélio Alencar, Nelson Robles, José Carlos Marques entre outros. Além de artistas como: Raul Gil, Jerry Adriani, Ed Carlos, canhotinho etc.

Nas rádios, os programas de auditório eram predominantes e reuniam um grande público,que lotava as arquibancadas das rádios uma vez por semana, para apreciar e aplaudir os artistas e participar dos tradicionais programas de calouros, como era o caso das rádios Clube e ABC. Onde um grande número de artistas foi revelado.

Um caso pitoresco é do apresentador Raul Gil, que participava toda a semana do programada da Rádio Clube de Santo André, calouros mascarados, sendo reprovado todas as vezes que se apresentava. “Eu mesmo acompanhei o Raul Gil, nas apresentações dele na Rádio Clube. E ele sempre era gongado. Tinha um grande problema, cantava fora do ritmo e não tinha compasso para acompanhar a música. Por isso era gongado. Só agora ele melhorou um pouco, porque ele era muito ruim”, lembra-se o músico Antonio Reis, o Joca, que acompanhou a criação de todas as rádio no ABC, trabalhando nas rádios ABC e Clube, onde integrou o Regional de Eurides Paifer, primeiro músico a interpretar “Brasileirinho”, depois de seu autor Waldir Azevedo.

Joca lembra-se com saudade dos programas e dos artistas que acompanhou com orquestra da rádio clube de santo andré, no Regional. Segundo ele, fatos curiosos aconteceram durante o tempo em que trabalhou na radio clube de santo andre. Um deles foi com a apresentadora e cantora Hebe Camargo, que segundo Joca estava confirmada para uma apresentação no auditório da rádio. No dia ficou doente e ligou para desmarcar, mas acabou cantando para o delírio da platéia. “A Hebe certa vez estava marcada para se apresentar. Já tínhamos anunciado. Mas, por motivo de saúde, ela ligou desmarcando, porque estava mal da garganta. O pessoal do Regional então sugeriu que ela cantasse no telefone, que seria acompanhada pela orquestra no estúdio. Ela aceitou. Nos acompanhamos ela do estúdio. O auditório ficou satisfeito e o público de casa não percebeu nada”, conta.

O locutor da Rádio ABC, Milton Grenzi, diz ter saudades daquele tempo dos progrmas de auditório pela proximidade do ouvinte ser maior. “A gente podia estar falando diretamente com a pessoa de casa e faz uma falta danada isso. Fora a oportunidade que se dava aos novos cantores, compositores, bandas e conjuntos. Algo que falta hoje”, diz.
Atualmente, existem três emissoras. Uma comercial, a Rádio Abc, uma católica, a Rádio Imaculada Conceição e uma comunitária.

sábado, 5 de abril de 2008

A doença que virou tema de novela


Primeiro um esquecimento bobo, como não saber onde estão as chaves de casa. Depois a troca do nome de filhos e netos. A princípio esses sintomas parecem comuns para uma pessoa da terceira idade. “Eu falava: Ê vó, tá ficando caduca?”, disse Roberta Molina. Os esquecimentos que a neta encarava como brincaderia eram mesmo coisa séria. A avó estava com Alzheimer.

A doença que foi descoberta pelo médio alemão Alois Alzheimer , no início do século XX, se tornou comum com o aumento da espectativa de vida das pessoas, já que ela atinge em sua maioria idosos. Aliás, ficou tão comum que virou tema de um dos episódios do extinto seriado Mulher, transmitido pela TV Globo. Em uma época que pouco se comentava da doença, o programa chocou muita gente. Beatriz Segall fazia a personagem principal, uma pianista , que aos poucos vai se esquecendo de como tocar seu instrumento de trabalho e sucesso. Até que um dia, se esquece o caminho de casa e acaba internada em uma clínica. A novela Senhora do Destino também falou sobre o tema. Glória Menezes foi quem interpretou o papel da doente.

O problema é que para esse tipo de doença não existe tratamento preventivo.”Nunca imaginamos que a minha avó estava com a doença. Até mesmo quando o médico nos falou duvidamos”, completou Roberta.

Segundo a média homeopata Claudia Matera Turrini, por não existir tratamento preventivo, a única coisa a se fazer é passar medicamentos que sirvam para aliviar os sintomas. “Prevenção não há.Existem medicamentos que servem para aliviar os sintomas da doença” Ainda segundo a médica, vale ressaltar que cada caso é um caso.prorizando a qualidade de vida do paciente.

Chegando sem avisar, o alzheimer espanta muitos pacientes. Junto com a doença chegam também o medo, desespero e o pensamento de que aquilo tudo não deve mesmos er com você. “Minha esposa não acreditou, disse que era bobagem”, declarou José Silva, esposo de Guiomar, doente de alzheimer . Com o passar do tempo ela foi se esquecendo das coisas com maior frequência , de maneira mais grave. “Um dia ela se esqueceu de mim, imagina. Logo eu que estou casado com ela há mais de cinquenta anos”, falou Silva.

O ambiente domiciliar deve ser adaptado para que o idoso se sinta bem e pouco dependente. O fato de esquecer das coisas já deprime bastante, portanto, evitar que o doente dependa de uma ajuda para locomoção, ou mesmo alimentação é fundamental.

A psicóloga Maria José Puntel Ribas, disse que deve ser passado de maneira leve para o doente o que ele tem. Ela também declarou que os familiares são muito importante.
“ A gente explica para os familiares a maneira de lidar com a doença. É impostante deixar claro que o fato requer paciência e dedicação”, falou Maria. Segundo a especialista muitas pessoas não têm paciência e nem mesmo sabem como lidar com a situação. “O que o paciente precisa nesses momentos é de apoio e dedicação de todos os que estão a sua volta”completou Maria.

O mais difícil para pessoas próximas é ter de lidar com tudo de maneira suave para que o doente não perceba , ou pelo menos não tenha idéia geral da importância do assunto. “Sempre poupei minha mãe da gravidade da doença. Quando ela se esquecia de algo, eu logo dava um jeito dela se lembrar”, disse Neuza Ribeiro.