quinta-feira, 22 de maio de 2008

Deputado Estadual Orlando Morando confirma candidatura a prefeito


KLEBER PESSOLATO

O deputado estadual Orlando Morando (PSDB) confirmou nos diretórios do PSDB sua intenção na disputa pela vaga de prefeito em São Bernardo do Campo.“Esta é uma pré-candidatura que tem um projeto concreto para dar continuidade ao desenvolvimento do município”, afirmou o deputado em nota divulgada pela assessoria.

O ex prefeito Maurício Soares também estava na disputa pelo cargo a prefeitura de São Bernardo do Campo. Orlando Morando, que já esteve em pareceria com Soares, abandonou a dupla a cerca de dois meses. A assessoria de Maurício não confirmou a notícia da renuncia a candidatura do cargo de prefeito na cidade.

Ainda segundo a assessoria do deputado Orlando Morando, ele deve se reunir nos próximos dias com o partido para definir a candidatura. Alguns dirigentes da legenda acreditam que esse processo será tranqüilo, visto que Morando tem recebido diversas manifestações de apoio em reuniões.

Dentre os candidatos a prefeitura está Luiz Marinho (Ministro da Previdência), que declarou sua intenção de se candidatar a prefeito de São Bernardo pelo PT.

Para Alexandre Azeredo, 21, estudante de economia, se Maurício e Orlando fossem mesmo canditatos a prefeito ele já teria sua escolha. “Se fosse escolher entre Maurício e Orlando, votaria em Orlando, com certeza”, diz o estudante.
Quando questionado em relação a gestão Dib, atual prefeito da cidade, ele completa. “Não uso o sitema de saúde pública nem o de eduação, mas digo que nunca fui assaltado aqui e nunca ouvi reclamações a respeito dele”.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O retorno de Indiana Jones

Cartaz Final do Filme

Indiana Jones é um dos filmes mais aguardados do ano

LUCIANE BRUNO

Na próxima quinta-feira (22), um dos personagens mais queridos da história do cinema retornará mundialmente às telas. Ostentando uma bilheteria conjunta de 1,18 bilhões de dólares e 14 indicações ao Oscar com a sua trilogia anterior (e ganhando sete delas), Harrison Ford retoma seu consagrado papel em “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”.

Lançado em 1981, o primeiro filme, “Caçadores da Arca Perdida”, nos apresentou Indiana Jones (ou Henry Jones Júnior), um professor de arqueologia pouco convencional dos anos 30, que armado de uma pistola e chicote, enfrenta ameaças diversas pela posse das relíquias que busca. Sempre trazendo bom humor e aventura, em suas duas seqüências - “Indiana Jones e o Templo da Perdição” e “Indiana Jones e a Última Cruzada” – o personagem já travou buscas pela Arca da Aliança e o Santo Graal, numa combinação entre fantasia e fatos históricos reais.

As quase duas décadas entre o terceiro e quarto filmes se refletem em tempo real na história. Indy passou por uma guerra mundial e por outras aventuras, chegando ao advento do televisor, ao desenvolvimento de uma corrida armamentista e novos inimigos a combater. Harrison Ford dá mais detalhes, segundo entrevista ao jornal americano USA Today: "Indy não mudou muito entre um filme e outro. Mas aprendemos mais sobre ele por meio de algumas inserções nas tramas, como a introdução do pai dele [em Indiana Jones e a Última Cruzada]. Nós vamos aprender algo novo sobre ele neste filme. E eu acho que é preciso. Se você vai trazê-lo de volta é preciso dar ao público algo novo e diferente”.

Os responsáveis pelo retorno, os mesmos “pais” consagrados do personagem - George Lucas e Steven Spielberg - optaram por não esconder a idade do arqueólogo, trazendo certa credibilidade à trama, trocando a ameaça nazista pela Rússia, no auge da guerra fria.
O fio condutor da trama, é a busca pela Caveira de Cristal de Akator, trazida por um novo personagem, Mutt Williams (interpretado pelo promissor Shia LeBeouf, de Transformers), um jovem rebelde que traz motivações pessoais ao travar a aventura com Jones. No elenco ainda está presente Cate Blanchett, interpretando uma vilã russa, num visual inspirado na atriz Marlene Dietrich, musa de Hollywood nos anos 30.

Tudo isso com direito à tiroteios, piadas, e até mesmo uma explosão de um teste nuclear – “reforçando a passagem dos primeiros filmes para a era atômica”, como justificado por Spielberg durante o último festival de Cannes, onde a sessão era bastante aguardada.

Ford não acredita que os anos a mais sejam um obstáculo: “Claramente é mais um desafio que Indiana tem que enfrentar. E voltar foi realmente fácil. A partir do momento em que você coloca o chapéu, a jaqueta, a sacola, o chicote e a arma - ou mesmo a roupa do professor - tudo volta pra você”.


Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
(Indiana Jones and the Kingdom of Crystal Skull)
EUA, 2008 - 124 min
Aventura / Ação
Direção:
Steven Spielberg
Roteiro:
David Koepp
Elenco: Harrison Ford, Cate Blanchett, Karen Allen, Shia LaBeouf, Ray Winstone, John Hurt, Jim Broadbent

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Minc é sondado para ser novo ministro do Meio Ambiente

Presidente Lula e Marina Silva

Carlos Minc

LUCIANE BRUNO

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pediu demissão do cargo na manhã de ontem (13), através de uma carta ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, onde solicitou o desligamento total do ministério. O principal motivo da renúncia foi a dificuldade encontrada por ela para prosseguir com a agenda ambiental e a insuficiente sustentação política para as questões do setor.

O presidente Lula iniciou ontem mesmo à procura de um novo Ministro do Meio Ambiente. O nome mais cotado para substituir Marina seria o secretário do Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc (PT). Lula teria telefonado ao governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e perguntou sobre a possibilidade de Minc ser liberado de suas atuais funções para assumir a vaga de ministro no Palácio do Planalto.

A assessoria de imprensa de Cabral, disse que o presidente Lula ligou para o governador requisitando o secretário Carlos Minc e que Cabral teria autorizado o seu secretário a assumir o lugar da ex-ministra Marina Silva. O Palácio do Planalto desmentiu essa declaração e informou que esse não foi o tom da conversa entre os dois.

De acordo com a assessoria de Lula, o presidente telefonou ao governador do Rio de Janeiro, para comunicá-lo da hipótese de precisar de Minc em seu governo, mas nada esta confirmado até o momento. O interesse teria surgido porque o secretário de Cabral tem respaldo de ONGs ambientalistas, que fez com que o Rio conseguisse resolver problemas de licenciamento de obras ambientais importantes e, aos olhos do governo Federal, é uma pessoa que traria soluções e não problemas. Minc recebeu um longo elogio do presidente na solenidade de lançamento das obras do Arco Metropolitano, no Rio, pela grande rapidez que resolveu alguns impasses ambientais no Estado.

Minc após deixar o Partido verde mudou para o PT, porém enfrenta resistência dentro do partido por não ser considerado um petista histórico. O PT cogita a hipótese do ex-governador do Acre Jorge Viana. Lula também solicitou aos emissários para sondarem Viana, um petista que ele sempre quis levar para o primeiro escalão.

Jogo Administrativo

da BBC Brasil, em Buenos Aires

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta terça-feira que a saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente "faz parte do jogo administrativo".
"Foi uma decisão pessoal, isso faz parte do jogo administrativo. Mas não podemos considerar que isso seja um problema. Saiu, não quer voltar, cabe ao presidente, agora, escolher o novo ministro e etc", afirmou durante entrevista com jornalistas brasileiros em Buenos Aires.
Quando perguntado se a saída de Marina Silva não poderia enfraquecer a pasta do Meio Ambiente, já que ele é responsável por questões como desmatamento e ainda indígenas e garimpeiros, Jobim falou sobre a criação de uma agenda nacional.
"(...) Nós temos que formular uma agenda nacional sobre a questão ambiental e sobre a questão indígena (na Amazônia)".

domingo, 11 de maio de 2008

Dia das mães


Hoje, logo que ligo o meu computador para verificar e-mails, a primeira notícia que me aparece na página principal do site é: Adolescente morre queimada no Rio.
Óbvio que se trata de uma adolscente de rua. Óbvio também que é uma dessas sem ninguém na vida, sem pai nem mãe, solta, vivendo por viver, se é que é possível chamar isso de vida.

O que acontece com um país tão maravilhoso como o Brasil que não consegue nem sequer cuidar de seus filhos. Quanta vida sofrida, quanta vida perdida. Quais seriam os sonhos dessa menina. Se formar? Casar? Ser mãe? É, hoje, em pleno dia das mãe, domingo destivo que as famílias se reúnem, ela está morta, queimada.
Mas, quem se importa? Quem se importa com uma menina de rua?

Talvez se fosse uma menina rica morta, ou alguém famoso, todas as câmeras estariam voltadas falando incasavelmente sobre o mesmo assunto.
Quantas Isabelas não morrem por dia e quantas crianças e mulheres são espancadas sem que ninguém nem mesmo tome conhecimento.

Muitas coisas o povo não quer ver. Muitas coisas que não interessam a uma sociedade consumista que prefre ocultar as dores do mundo.

Ao ler essa notícia me vêem a mente o tempo da inquisição em que pessoas que não seguiam as leis da igreja eram punidas em praça pública. A punição: FOGUEIRA.
Será que o tempo passou mesmo? Ou será que esse ato tão cruel continua presente nos humanos? Punir, julgar-se Deus. Pensar que pode comandar o certo e o errado. Atear fogo em uma pessoa viva apenas pelo simples prazer.

É, triste dessa menina que não teve a oportunidade de ver sonhos realizados, não teve a oportunidade de ser alguém, nem mesmo no dia de sua morte.

Trecho de matéria da agência Estado.

Uma adolescente de 16 anos morreu queimada hoje embaixo do Viaduto dos Marinheiros, na zona norte do Rio de Janeiro.

Uma adolescente...anônima até na hora da morte.

Cerca de 80% do valor do presente das mães vão para o governo, diz estudo

Foto: Luciana Bonadio/G1

LUCIANE BRUNO

Os lojistas da Rua 25 de março, região central de São Paulo, comemorou o público de quase 700 mil pessoas que visitaram a tradicional região do comercio em busca do presente para as mães. Quem deixou para comprar o presente do dia das mães na última hora teve dificuldade para se deslocar no interior das lojas e centros comerciais. Muitas pessoas estavam à procura de promoções e ofertas para poupar o bolso na hora de presentear a homenageada deste dia. “Todo ano é a mesma coisa. Sempre deixo para a última hora as compras e pego filas enormes. As promoções e ofertas são as melhores pedidas, pois não quero gastar muito, ainda tem o presente da minha sogra para comprar. Mas, vale a pena, porque minha mãe merece”, diz a administradora, Margareth Gomes.

Não são só as mães que ganham ou os comerciantes. Estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) e divulgado no final de abril pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), revela que há itens de compras para o dia das mães que os impostos chegam a quase 80% do valor pago pelo produto.

Os produtos com maior valor tributário são: jóias, microondas e aparelhos eletroeletrônicos, óculos de sol, roupas e calçados. As pessoas que pensam em fugir desses itens para poupar optando por opções como levar a mãe ao restaurante ou fast-foods, isso não significará uma grande economia já que em relação a este, o valor tributário já esta embutido na conta e chega a um gasto de 32,31% a mais.

O maior vilão são os Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que corresponde a mais da metade do porcentual de tributos do valor total do produto. No caso de itens considerados supérfluos como perfumes, jóias e eletrodomésticos, o peso dos impostos é maior porque o ICMS para esse tipo de item é mais alta. O consumidor deve ter paciência e pesquisar muito antes de fazer as suas compras.

Shoppings

O faturamento dos shoppings nas vésperas do dia das mães cresceu 13% em relação ao ano passado no volume de vendas. Lojas cheias e corredores lotados, os comerciantes notaram um aumento nas vendas de produtos de beleza, perfumaria e roupas.

As compras parceladas nos cartões de credito e financiamento a longo prazo ajudou nas vendas de produtos de grande porte e de maior valor como: celulares, computadores e televisores.

Ronaldo sofre processo

LUCIANE BRUNO

Após episodio com travestis Ronaldo parece viver mais uma maré de azar. O atacante depois de sofrer uma grave lesão no joelho em fevereiro deste ano e do escândalo com travestis, o fenômeno foi intimado a comparecer na última sexta-feira (09) à 71ª Vara do Trabalho no Rio de Janeiro como réu.

O ex-procurador de Ronaldo, Aloísio Faria de Freitas, cuidou das finanças do jogador por um longo período, época em que ainda eram empresários do craque Reinaldo Pitta e Alexandre Martins. Ronaldo compareceu a audiência acompanhado de seus advogados deixando o local uma hora depois e não quis dar entrevista.

Tudo começou quando Reinaldo Pitta e Alexandre Martins, ex-empresários de Ronaldo foram presos por crimes financeiros, sendo assumidos por Aloísio faria de Freitas. Mas em pouco tempo o procurador estava sendo dispensado. Porém, Freitas está processando Ronaldo para receber a quantia de R$ 1 milhão de reais de indenização pela quebra do contrato. Está é a primeira audiência. O jogador não quis se pronunciar sobre o assunto.

Cinema - O Homem de Ferro

LUCIANE BRUNO

Estreou no último dia 30 de abril nos cinemas, Homem de Ferro, mais uma adaptação das histórias em quadrinhos (um gênero que está em alta em Hollywood há alguns anos), e que tem primado pelo cuidado na hora de reproduzir nas telas os super-heróis das histórias em quadrinhos.

O elenco é comandado por Robert Downey Jr. extremamente competente no papel de Tony Stark, um rico empresário armamentista, que após ser capturado por terroristas durante uma demonstração militar, constrói uma armadura para escapar e também proteger seu coração, afetado por uma explosão de bomba.

Em seguida, o personagem antes arrogante e bom vivant se humaniza, aprimorando a armadura para salvar vidas e seguir um rumo inverso. Ao mesmo tempo, seu antigo patrono, Obediah Stane (vivido por Jeff Bridges) pretende roubar a tecnologia visando lucros no mercado militar (e ao final também a utiliza, se definindo como o vilão da trama).

Acompanha o elenco Gwyneth Paltrow, o que se utiliza de uma interpretação contida para viver Pepper Potts, a secretária do herói, que nutre por ele uma paixão disfarçada. Destaca-se também o militar James Rhodes (Terrence Howard) antigo amigo do protagonista.

As cenas de ação são empolgantes, e falando nelas, uma decisão acertada foi fazer o Homem de Ferro o mais realista possível, não apenas com computação gráfica, mas também com elementos mecânicos (sim, as armaduras foram confeccionadas e trajadas pelo ator, que incorporou totalmente seu papel).

Diversas pistas foram espalhadas pela trama para agradar os fãs de longa data (a agência Shield; a reação de Jim Rhodes ao observar a armadura; o grupo terrorista 10 Anéis, uma alusão ao arquinimigo de herói, ainda não revelado) mas o filme é bastante acessível à quem nunca se aprofundou no personagem.

Certamente, um começo promissor, que daqui a algum tempo deve ganhar uma seqüência. Diversão descompromissada e garantida.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Sem medo de ser feliz


Ao escolher uma profissão, muitas pessoas logo pensam no prazer ligado ao lucro. Farei direito, porque poderei ganhar dinheiro, além do que serei respei medicina, porqque serei respeitado. Farei medicina, porque poderei mudar o mundo, ajudar os necessitados. São tantas as profissões e com elas tantas cobranças que jovens se sentem muitas vezes perdidos em relação ao futuro.

Quando tinha 17 anos e estava prestes a prestar o vestibular, muitas dúvidas vieram à mente. Primeiramente, pensei se estava escolhendo certo, se não irira me arrepender.
Depois, pensei em que tipo de profissional poderia ser. E foi nesse momento que vi o meu caminho. Nunca me vi em um escritório de direito, nem fazendo engenharia, que dirá em um consultório médico, tenho medo até de tomar injeções.

O jornalismo veio comigo, eu não o planejei em minha vida, simplesmente aconteceu. Talvez esse seja o segredo. Para ser um bom profissional, uma pessoa respeitada, você precisa, mais do que entender sua profissão, você tem que acreditar nela.

Uma das primeiras coisas que escutei quando a minha escolha estava feita e minha inscrição para o vestibular já estava oncluída, foi de que eu tinha feito a pior escolha.
Mas não liguei. Tive em mente o profissional que gostaria de ser. Um jornalista, alguém formado para trabalhar em diversas áreas sem nenhum preconceito ou algo pré estabelecido. Pensei em me formar em jornalismo com a finalidade de exercer tal profissão, não de ficar ligado a algo específico. Não estudo para ser jornalista de moda, jornalista esportivo, político, estudo para ser simplesmente jornalista, independentemente do que eu escreva ou para qual veículo eu trabalhe. Estudo para buscar informações e falar sobre aquilo que me for solicitado. A função do jornalista é essa.
Tenho uma amiga que sempre diz que não faltam empregos para jornalistas, sim, faltam profissionais qualificados, pessoas que realmente saibam o que querem e para que vieram.
Que jornalista eu quero ser? Ser jornalista a título, todos que entram em um curso de graduação específica podem ser. Não quero ser mais um, quero ser alguém que aprende com os outros e que ensine. Quero passar informações e também recebê-las. Quero crescer na minha profissão. Aquele que faz a diferença! Não por falar de assuntos mirabolantes ou por trabalhar em veículos de grande nome, mas por trabalhar seriamente onde quer que eu esteja.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

O jornalismo para o povo


Quando qualquer pessoa comenta que cursa faculdade de jornalismo, quem o vê, logo pensa que esse possa mudar o mundo. Essa idéia não norteia apenas a mente das pessoas de fora, muitas vezes está presente naqueles que entram nessa graduação. Logo querem fazer matérias mirabolantes, apresentar o lado begro da cidade, a realidade oculta. Mas, todos se esquecem de entender como podem fazer isso.

Por que a novela da Globo tem tanta audiência? Exatamente porque ela não apresenta a realidade para a população. A família, mesmo do pobre, mora em casa própria e tem tudo organizado. A vilã sempre morre no final, todos vivem felizes eternamente. Como então o jornalista pode apresentar para uma população a realidade que ela tanto comenta, mas que no fundo não quer ver?

Eduardo Coutinho em seus documentários mostra de maneira bem simles e direta como isso pode ser feito. No texto de Consuelo Lins, um trecho expressa bem essa questão. “As imagens encontram pouco a pouco um tom que deixa essa dureza em segundo plano”. O interesse interesse passa a ser o cotidiano, as dificuldades, as pequenas alegrias, os medos, os momentos de descanso, os amores...a forma que lidam com o que os cerca, suas estratégias de sobrevivência, a forma como inventam seus cotidianos. A conversa direteta e a ligação de amigo que ele estabelece com os entrevistados, faz de seu documentário algo leve, solto, gostoso de se ver.

Em “Edifício Master”, Coutinho conversa, dentre tantas pessoas, com uma garota de programa. Essa que se dizia tímida, fala abertamente sobre sua vida, seus dilemas, seus sonhos.
Se todo jornalismo fosse dirigido dessa meneira, a população, os jornalistas, todos meios de comunicação seriam compreendidos mais facilmente.


É estatisticamente provado que mais de 50% das pessoas que assistiem o Jornal Nacional da Rede Globo não compreendem o que vêem. Tudo isso proque as matérias seguem sempre os mesmos padrões, é tudo sempre muito igual. Todos assistem sem saber o que estão vendo. Por toda essa alienação Lula continua no poder. Ele que nada sabe, nada vê, nada ouuve. Ele, um presidente omisso, que só veio a público três dias após o acidente com o Airbus da Tam. Falta transparência em nosso jornalismo.

Nelson Brissac Peixoto diz em seu texto. O olhar do Estrangeiro. “Quanto mais rápido o movimento, menos profundidade as coisas têm”. O jornalismo, o dead line, a rapidez com a informação, fez com que a qualidade do jornalismo se perdesse. A informação que é o que de fato importa não é levada a sério. O que interessa muitas vezes é o sensacionalismo , o sofrimento dos outros. Aquilo que dá audiência é o que deve seguir para as páginas das revistas e jornais diários. Para todos os telejornais e também rádiojornais. Ainda no texto O olhar do Estrangeiro ! A repetição ao infinito banaliza as imagens, transformando-as clichês. É como se a cultura contemporânea estivesse liquidando seu estoque. O que é necessário para o jornalismo atual? “Contar histórias simples, respeitando detalhes, deixando as coisas aparecerem como são”


Não é necessário fantasia. O telejornalismo pricipalmente, na ânsia da audiência, de ficar com o primeiro lugar, o furo, tem feito coisas muitas vezes que não são especificamente corretas, jornalísticas. Alguns jornais invadem as casas das pessoas em momentos difíceis e fazem perguntas das mais absurdas. Levam o sofrimento para frente das telas, a dor como troféu.

A realidade não precisa ser colocada para chocar, sim, para fazer com que a população pense.Se conscientize, não tha pena. Em um trecho de Poesia e Realidade Contemporânea de Ferreira Gullar, uma das partes nos diz sobre isso. “Num mundo sem deuses, o homem é responsável por seu próprio destino e por cada um de seus atos. A solução dos problemas agora depende exclusivamente de sua capacidade de compreender a realidade e de atuar sobre ela”.

Enquanto todos os meios de comunicação mantiverem essa postura distante, nada pode mudar.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Sean Penn


Tudo parece acontecer mecanicamente na vida de ums enhor. Acordar, fazer a barba. Se trocar, nada incomum. Tudo, menos o fato dele viver só, viver de lembranças. O diretor Sean Penn em seu curta, que tem como fundo o 11 de setembro, passa a trsite realidade desse personagem americano e a seus telespectadores. Realidade muitas vezes deixada de lado, escondida.

Um senhor vive de lembranças, sem mulher e filhos. A vida simplesmente passa, e ele a acompanha. Sua vida é como seu apartamento, escura, triste e sem brilho. A televisão fala, mas ele não a quer ouvir. O despertador toca, talvez para acordá-lo de uma realidade que ele já não quer viver.

É 11 de setembro de 2001. por caso do destino seu despertador está quebrado, a televisão fala para as paredese a primeira torre gêmea cai. A luz chega em seu apartamento. As flores que por uma vida toda foram murchas nascem, lindas e coloridas. O senhor sorri, mas chora em seguida ao ver ao seu lado na cama apenas um vestido, uma peça. Sua mulher não está lá.Ele lamenta o fato. A segunda torre cai. Ele com certeza não é o único a chorar.

Talvez o vestido na cama seja como os EUA. Algo idealizado, perfeito, inatingível, mas que na realidade não existe. Assim como aquele senhor despertou naquela manhã e vi que sua mulher não estava ali, também uma nação americana despertou.
Os ataques á Nova York mostraram ao fundo que o governo norte americano não é inatingível e que tudo pode acontecer.


O curta apresentado por meio da vida de um senhor representa uma realidade que muita gente,até hoje, se recusa a aceitar.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Free Lancer


O jornalista João Marcos Rainho visitou a Universidade Metodista de São Paulo
e deu uma palestra enriquecedora aos estudante do 7º semestre de jornalismo matutino. Rainho que trabalha como free lancer e escreveu o livro Jornalismo Frre Lancer, comentou os pontos positivos e negativos desse tipo de trabalho cada vez mais comum no meio jornalístico.

Com muitos anos de experiência Rainho afirmou que a comunicação é um dos meios mais rentáveis. “Seu superior nunca vai dizer isso para você, mas a atividade de comunicação é uma das mais rentáveis”, disse o jornalista.
E completou. “O jornalista vende a mão de obra para uma empresa, mão de obra essa barata; e a empresa a vende para a sociedade”.

Dentre os pontos positivos e negativos, o jornalista destacou que o trabalho de free lancer só não é bom em sua totalidade pelo trabalho quase sempre ser realizado sozinho. “Se você é uma pessoa pouco regrada não dará certo com esse tipo de atividade. Não é todo mundo que se acostuma com um trabalho onde não se tem um chefe e um salário fixo no final do mês”, afirmou Marcos Rainho.

Já pelo lado positivo, ele afirma que o free lancer quase sempre consegue mais pautas que um jornalista que trabalha fixo, isso devido a liberdade que se tem quando não se está dentro de uma redação. Para ele, esse tipo de atividade também é mais rentável, visto que a produção supera a de jornalistas que trabalham em veículos como fixos.

Marcos Rainho finalizou a palestra com a venda de alguns livros autografados para os estudantes.