A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pediu demissão do cargo na manhã de ontem (13), através de uma carta ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, onde solicitou o desligamento total do ministério. O principal motivo da renúncia foi a dificuldade encontrada por ela para prosseguir com a agenda ambiental e a insuficiente sustentação política para as questões do setor.
O presidente Lula iniciou ontem mesmo à procura de um novo Ministro do Meio Ambiente. O nome mais cotado para substituir Marina seria o secretário do Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc (PT). Lula teria telefonado ao governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e perguntou sobre a possibilidade de Minc ser liberado de suas atuais funções para assumir a vaga de ministro no Palácio do Planalto.
A assessoria de imprensa de Cabral, disse que o presidente Lula ligou para o governador requisitando o secretário Carlos Minc e que Cabral teria autorizado o seu secretário a assumir o lugar da ex-ministra Marina Silva. O Palácio do Planalto desmentiu essa declaração e informou que esse não foi o tom da conversa entre os dois.
De acordo com a assessoria de Lula, o presidente telefonou ao governador do Rio de Janeiro, para comunicá-lo da hipótese de precisar de Minc em seu governo, mas nada esta confirmado até o momento. O interesse teria surgido porque o secretário de Cabral tem respaldo de ONGs ambientalistas, que fez com que o Rio conseguisse resolver problemas de licenciamento de obras ambientais importantes e, aos olhos do governo Federal, é uma pessoa que traria soluções e não problemas. Minc recebeu um longo elogio do presidente na solenidade de lançamento das obras do Arco Metropolitano, no Rio, pela grande rapidez que resolveu alguns impasses ambientais no Estado.
Minc após deixar o Partido verde mudou para o PT, porém enfrenta resistência dentro do partido por não ser considerado um petista histórico. O PT cogita a hipótese do ex-governador do Acre Jorge Viana. Lula também solicitou aos emissários para sondarem Viana, um petista que ele sempre quis levar para o primeiro escalão.
Jogo Administrativo
da BBC Brasil, em Buenos Aires
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta terça-feira que a saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente "faz parte do jogo administrativo".
"Foi uma decisão pessoal, isso faz parte do jogo administrativo. Mas não podemos considerar que isso seja um problema. Saiu, não quer voltar, cabe ao presidente, agora, escolher o novo ministro e etc", afirmou durante entrevista com jornalistas brasileiros em Buenos Aires.
Quando perguntado se a saída de Marina Silva não poderia enfraquecer a pasta do Meio Ambiente, já que ele é responsável por questões como desmatamento e ainda indígenas e garimpeiros, Jobim falou sobre a criação de uma agenda nacional.
"(...) Nós temos que formular uma agenda nacional sobre a questão ambiental e sobre a questão indígena (na Amazônia)".
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário