quinta-feira, 8 de maio de 2008

Sem medo de ser feliz


Ao escolher uma profissão, muitas pessoas logo pensam no prazer ligado ao lucro. Farei direito, porque poderei ganhar dinheiro, além do que serei respei medicina, porqque serei respeitado. Farei medicina, porque poderei mudar o mundo, ajudar os necessitados. São tantas as profissões e com elas tantas cobranças que jovens se sentem muitas vezes perdidos em relação ao futuro.

Quando tinha 17 anos e estava prestes a prestar o vestibular, muitas dúvidas vieram à mente. Primeiramente, pensei se estava escolhendo certo, se não irira me arrepender.
Depois, pensei em que tipo de profissional poderia ser. E foi nesse momento que vi o meu caminho. Nunca me vi em um escritório de direito, nem fazendo engenharia, que dirá em um consultório médico, tenho medo até de tomar injeções.

O jornalismo veio comigo, eu não o planejei em minha vida, simplesmente aconteceu. Talvez esse seja o segredo. Para ser um bom profissional, uma pessoa respeitada, você precisa, mais do que entender sua profissão, você tem que acreditar nela.

Uma das primeiras coisas que escutei quando a minha escolha estava feita e minha inscrição para o vestibular já estava oncluída, foi de que eu tinha feito a pior escolha.
Mas não liguei. Tive em mente o profissional que gostaria de ser. Um jornalista, alguém formado para trabalhar em diversas áreas sem nenhum preconceito ou algo pré estabelecido. Pensei em me formar em jornalismo com a finalidade de exercer tal profissão, não de ficar ligado a algo específico. Não estudo para ser jornalista de moda, jornalista esportivo, político, estudo para ser simplesmente jornalista, independentemente do que eu escreva ou para qual veículo eu trabalhe. Estudo para buscar informações e falar sobre aquilo que me for solicitado. A função do jornalista é essa.
Tenho uma amiga que sempre diz que não faltam empregos para jornalistas, sim, faltam profissionais qualificados, pessoas que realmente saibam o que querem e para que vieram.
Que jornalista eu quero ser? Ser jornalista a título, todos que entram em um curso de graduação específica podem ser. Não quero ser mais um, quero ser alguém que aprende com os outros e que ensine. Quero passar informações e também recebê-las. Quero crescer na minha profissão. Aquele que faz a diferença! Não por falar de assuntos mirabolantes ou por trabalhar em veículos de grande nome, mas por trabalhar seriamente onde quer que eu esteja.

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